terça-feira, 30 de maio de 2023

O conflito: pressupostos


A semana da criação é um dos acontecimentos onde vamos buscar argumentos para racionalizar sobre as razões do conflito cósmico que está em andamento no âmbito espiritual, mas, que tem um agudo reflexo no ambiente físico. Na semana da criação podemos enxergar determinados motivos que levaram Lúcifer a questionar o governo de Jesus.

O conhecimento científico atual parte do princípio de que todas as coisas inanimadas existem desde sempre. De acordo com esse conhecimento, o universo definido e conhecido pelo homem é produto de uma grande explosão, uma ideia que surgiu por causa da sensação causada pelos instrumentos óticos, feitos pelos próprios homens, de que o universo, ou seja, as galáxias que podemos ver, estão se afastando umas das outras. Tal sensação provocou a pergunta: por que estão se afastando? A hipótese resposta veio em virtude da experiência científica humana de que todo movimento somente pode ser iniciado por alguma força externa ao objeto em movimento. Logo, somente uma energia gigantesca movimentaria as galáxias numa trajetória centrífuga: uma explosão. Esta explosão é conhecida como Big Bang. As galáxias já existiam. O padre católico Georges Lemaître, astrônomo e físico belga, foi o primeiro a teorizar que o afastamento das galáxias próximas podia ser explicado pela expansão do universo, hipótese que seria posteriormente confirmada por observações feitas por Edwin Hubble. Lemaître propôs em 1927 o que ficou conhecido como teoria da origem do universo do Big Bang, que ele chamava de "hipótese do átomo primordial". Em 1929, no Observatório Mt. Wilson, na Califórnia, Edwin Hubble descobriu que as galáxias estavam se afastando em alta velocidade. Ele desconhecia, como a maioria das pessoas, a teoria de Lemaitre, de 1927. Mas Lemaitre usou a descoberta dramática de Hubble como evidência para sua teoria. Foi fácil. Se imaginarmos as galáxias correndo para longe de nós como um filme, basta executar o filme para trás. Depois de um certo tempo, todas essas galáxias se juntarão. Lemaitre propôs a ideia de que havia um átomo primordial que continha toda a matéria do universo. Portanto, a ideia de um Deus criador não poderia explicar a mecânica do universo.

Por outro lado, outro padre católico Gregor Johann Mendel, austríaco, apresenta em 1865, em dois encontros da Sociedade de História Natural de Brno, República Tcheca, as leis da hereditariedade, hoje chamadas Leis de Mendel, que regem a transmissão dos caracteres hereditários. As Leis de Mendel serviram como base à síntese evolutiva moderna, também conhecida como síntese moderna, síntese evolutiva, síntese neodarwiniana e neodarwinismo, a qual geralmente denota a combinação da teoria da evolução de Charles Darwin (Origem das Espécies) e Alfred Russel Wallace ("On the Tendency of Varieties to Depart Indefinitely From the Original Type" (Sobre a Tendência das Variedades de se Separarem Indefinidamente do Tipo Original) - 1858 )), às ideias mendelianas de hereditariedade em uma estrutura matemática conjunta. Julian Huxley cunhou o termo "síntese moderna" em seu livro de 1942, “Evolution: The Modern Synthesis”. As ideias do século XIX de seleção natural e genética Mendeliana foram unidas à genética populacional, no início do século XX. A síntese moderna também abordou a relação entre a macro evolução e a microevolução. Todas essas ideias pretendem que a natureza seja sua própria originadora, assim, a premissa de Gênesis 1, “No princípio...Deus”, não se sustenta. É muito chamativo ver que os padres católicos estão envolvidos na destruição da criação de Deus, sendo que a igreja católica chama para si a liderança cristã. Obviamente, há uma contradição, mas, na verdade, a igreja de Roma sempre se opôs a Deus, sempre buscou enterrar a Bíblia.

Se olharmos o relato bíblico veremos Deus afirmando ser o criador de todo universo visível e o invisível. Na Bíblia, sempre que Deus fala temos um oráculo, ou uma resposta divina em virtude de uma consulta. Em Deuteronômio 4:19 está ratificada a criação: “Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”. Outra vez diz o salmista: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste [...]” (Salmos 8:3). O profeta Zacarias afirma: “PESO da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele” (Zacarias 12:1). Mas, é o profeta Isaias (45:12) quem faz a mais autoritativa das afirmações sobre a autoria Deus em relação à Terra e ao universo: “Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens”.

Lúcifer presenciou muitos atos criadores de Deus, então, por qual causa ele propõe anular a criação? A escritora Ellen White informa que “[...]começou a imaginar que sua sabedoria (Lúcifer) não derivava de Deus, sendo antes inerente a ele próprio, e que ele era tão digno quanto Deus de receber honra e poder” (The Signs of the Times, 18 de Setembro de 1893). Ora, se a inteligência era inata, logo, sobre os objetos físicos, Lúcifer poderia propor que não devem a sua existência a um criador, mas, sempre existiram “per si”, sem ligação com nenhuma outra coisa. Se os objetos inanimados ou físicos não foram criados, então, a soberania de Deus poderia ser substituída por qualquer outra, uma vez que o universo físico existe por si mesmo. Esta ideia o levou a pretender o lugar de Jesus. Provavelmente, no Éden, quando conversou com Eva, deve ter mentido sobre as origens.  É provável que tenha oferecido posses de objetos físicos, sem os quais não é crível manter poder, uma vez que satanás oferece a chance para a humanidade ser como Deus.

Quando analisamos os dois sistemas que agora estão em conflito, qual sejam, o da competição versus o da cooperação, o primeiro, aquele originado por Lúcifer, propõe poder, sendo que poder se sustenta da força dos bens físicos e das inteligências. Para estar em competição, é preciso força para conquistar bens, portanto, objetos físicos são imprescindíveis, eis a base da cobiça e do egoísmo.

No sistema da cooperação os objetos físicos têm empregabilidade para o bem-estar da vida, e somente para isto. Olhando de perto a semana da criação, logo depreende-se que todo arcabouço físico foi constituído para dar sustentabilidade aos domínios onde a vida deveria existir e estar apoiada. Toda riqueza mineral e química era para sustentar a vida. Tudo estava no chão, terra ou na porção seca, e na água, ambos os domínios foram tornados apropriados para vida. Do mesmo modo, a vida e sua amplíssima diversidade foi pensada para cooperar entre si e com o homem, a coroa da criação, e este deveria reinar sobre todo sistema de cooperação, sendo o modelo moral para o planeta. Assim, os seres vivos criados deveriam ser uma benção para si mesmos e para os outros, um sistema elevado de altruísmo cooperativo, um louvor ao criador. Aos homens foi concedida capacidade mental que, empregada no rumo da cooperação, iria tornar o mundo um lugar onde seres vivos seriam um espelho de Deus; generosos, nobres e caridosos ao doar a outros. No sistema da cooperação, as coisas ou objetos físicos são apenas um depósito de recursos prontos para serem utilizados instantaneamente para o benefício de todos.

No sistema da competição, objetos físicos têm existência casual e devem ser utilizados para acumular força para superar concorrentes. Se Deus não criou, então qualquer que reunir poder pode liderar.

1.      As bases dos sistemas religiosos e os objetos físicos nos sistemas religiosos

A Bíblia informa que no Éden, a proposta do sistema de competição apresentada pela serpente pareceu bem para o primeiro casal, portanto, aceitaram estar no modelo moral da competição. Em tal conjuntura, cada qual deverá lutar para obter estabilidade e segurança. Logo surgiram líderes que se impunham pela força e capacidade cumulativa. Cain é um exemplo, fundou a primeira cidade. Tais chefes ofereciam pseudoproteção, desde que os outros se submetessem às suas demandas. Se na política foi assim, na religião não foi diferente. Longe de Deus, a humanidade criou sistemas religiosos respaldados no modelo competitivo. Os deuses competiam entre si, e os seus seguidores competiam entre si e pela atenção dos deuses, pelos favores, sendo que aqueles que tinham mais poder eram sempre os favorecidos. 

Com o passar dos tempos, a humanidade entendeu que se conectasse o poder político com o poder religioso, poderia garantir a melhor forma de estabilidade. A primeira vez que apareceu esse modelo foi na Babilônia pós-diluviana, a cidade fundada por Ninrode, a qual utilizando os recursos do estado construiu uma torre para desafiar Deus. Babilônia era o auge da arrogância humana. Esta cidade queria submeter todas as demais e, através da inteligência humana, dominar a natureza. A torre estava pensada para ser um observatório que desvelasse o conhecimento para entender as causas das chuvas. Assim, poderiam evitar novas catástrofes. Lúcifer incentivou, em todas as eras, homens à rebelião contra o sistema de Deus. Sempre está produzindo conhecimento e metodologias para demonstrar as vantagens da competição. Tais tecnologias são as armas das nações. O processo civilizatório entende que as nações competitivas e com altas taxas cognitivas suplantam dificuldades e sobrevivem as ameaças do ambiente natural. Deus não tem nada a ver com a dinâmica natural planetária, não tem participação política e não interfere no comércio.

Para os que teimam em crer que há uma onipresença incógnita, ou seja, aos que sentem que há um criador no universo, Lúcifer admitiu um sistema religioso que está construído sobre a areia da competição. Incentivou a ascensão de deuses imaginados pelos humanos e que se parecem com os humanos. Neste ambiente não pode haver progresso moral. Os deuses se parecem com os homens. Não havendo modelos mais altos e mais nobres que o homem, logo, a degradação é o inevitável caminho, pois sem modelos melhores, as paixões humanas se impõem.

Na era cristã, o inimigo foi introduzindo aspectos pagãos e a igreja foi degradando. A ausência de Deus, o criador, tornou possível o rebaixamento moral. Na medida em que Deus foi sendo afastado, os homens passaram a criar doutrinas espúrias de salvação, baseadas na experiência com a competição, fato que no jargão cristão significa salvação por obras. Pura competição! Quem pode mais tem melhores chances. É aí que aparece o comércio da fé. A segurança, neste ambiente, não está em confiar em Deus, mas, em praticar ações que chamem a atenção da divindade e carreiem méritos aos que podem obter méritos. Objetos físicos doados a Deus são a cristalização da fé. Por essa razão, pessoas fazem doações ao sistema religioso que, por sua vez, torna claro que quanto mais é doado ao sistema religioso, mais mérito com Deus. Tal prática não é domínio somente da igreja romana, mas, do sistema evangélico também. A igreja romana, por exemplo, vende indulgências; venda de perdão de pecados. Tais heresias quase foram aceitas planetariamente. Porém, um grupo de adeptos do cristianismo se colocou em oposição, entendendo que objetos físicos nada têm a ver com a fé, ou seja, com a obediência a Deus. Por esse motivo, aconteceu a reforma protestante. Porém, o inimigo tornou a agir no seio do protestantismo que operava para salvar os enganados por Roma. Protestantes queriam atrair romanistas e foram aceitando práticas romanas, causando deriva moral e religiosa. Do mesmo modo, adeptos do protestantismo discordaram das posições progressistas protestantes e foram levados a criar mais núcleos reformadores, sendo esta a razão das muitas igrejas protestantes hoje no cenário religioso. Porém, todas as igrejas evangélicas estão no sistema competitivo e buscam imprimir nos adeptos o ideal de agradar a Deus com doações, rituais, festas, programas, reuniões etc. quem mais agradar a Deus, mais mérito terá com Ele. Este erro tem permeado a racionalidade religiosa do protestantismo.

O sistema evangélico atual está mesclado com o deísmo; Deus criou, porém não participa da dinâmica terrestre, tudo acontece e segue seu rumo aleatório, Deus parece estar distante. Por esse motivo, o sistema evangélico busca coligar o sistema religioso dos méritos, ao poder político do Estado, uma vez que estamos no mundo. Obviamente, inexiste a noção de que este mundo é agora do Senhor Jesus, a quem fora dado todo poder no Céu e na Terra (Judas 25). As igrejas protestantes (agora chamadas de evangélicas) têm procurado garantir uma fatia do poder temporal e da riqueza representada por objetos físicos. Elegem representantes políticos para assegurar legislação que facilite a dimensão espiritual, aliando o acúmulo de bens materiais. O significado deste raciocínio é obvio. Para os evangélicos Deus precisa do Estado para exercer seu poder. Logo, os evangélicos são incrédulos. A união religião + Estado é uma afronta ao Deus todo poderoso. Mesmo cristãos fundamentalistas apostam fichas em pensamentos socialistas, acreditando que o Estado garantirá justiça social com mais probabilidade de sucesso na distribuição das riquezas, dos objetos físicos, sendo que estes garantem segurança que não pode existir somente com o apoio do poder religioso.

2.      O chamado de Deus no tempo do fim

Em Apocalipse 18:4 há uma advertência explicita pela voz do próprio Deus Altíssimo: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.

O sistema babilônico cheio de falsas doutrinas, significando que há conjunto coerente de ideias fundamentais, mas erradas, a serem transmitidas, ensinadas, deve ser evitado. As ideias erradas, mas, fundamentais são especificamente relativas ao falseamento do caráter de Deus. Em que medida isso se dará?

Em 2 Tessalonicenses 2:8-10, Paulo demonstra como se dará dizendo:” E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem”. A questão que deve ser apontada é o poder para operar sinais que trarão as ideias erradas e fundamentais, enganos da injustiça. Aqui está o mistério: fará com que crentes estejam nas igrejas evangélicas, mas, não pratiquem a justiça. Quer significar, estarão na prática da injustiça pensando que servem a Deus! E como será isso possível?

Jesus informou que a “a palavra de Deus é a verdade”. Logo, será necessário que aqueles que sinceramente querem servir a Deus estejam familiarizados com a Palavra de Deus; isto somente acontece se a estudarem e a praticarem no dia a dia. A palavra de Deus, segundo o evangelho de João é o próprio Jesus: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). De outro lado, Jesus mesmo afirmou ser a verdade: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). A lógica nos leva a perguntar como Jesus, que era a verdade, se comportava no seu viver como humano?

A resposta está na seguinte citação: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). Ora, se o verbo ou palavra é Jesus, e se o comportamento dele deverá ser o nosso, então, depois de aceitarmos a Jesus, ou a verdade revelada ao mundo e não apresentarmos os efeitos santificadores da verdade que é Jesus, em nosso próprio caráter; se não formos mais bondosos de coração, se não praticarmos a misericórdia, se não formos mais corteses, ou mais possuídos por ternura e amor, se apresentarmos ao mundo o que Jesus trouxe ao mundo, se nossas maneiras forem grosseiras, se sempre somos ásperos com nossos semelhantes, então nosso egoísmo não estará diminuído e ainda estamos no mundo competitivo do inimigo, destituídos da glória de Deus. A escritora Ellen White diz que “o Senhor não se agrada com nossas maneiras grosseiras” (Para Conhecê-lo, p. 306).

É importante, agora, entender que após a ressureição de Jesus foi estabelecido o chamado Reino da Graça. Jesus iniciou esse Reino quando, no caminho de Emaús, encontra dois discípulos e ouvindo a sua conversa percebe a grande frustração por causa da crucificação do seu Mestre. Eles não tinham entendido as profecias das setenta semanas, haviam focado sua atenção na chegada do Messias e por insistência dos líderes religiosos, esperavam o reino temporal do Messias. Esqueceram que a profecia informava da morte de Jesus. Então, Jesus passa a argumentar sobre as profecias que falavam do Messias, começando por Moisés, foi desdobrando toda informação que culminava com a morte e ressurreição do Messias. Ao abrir o entendimento dos discípulos sobre as profecias, instala o Reina da Graça.

A Bíblia, positivamente, sempre explicou a graça. No livro de Esdras está dito: “E agora, por um pequeno momento, se manifestou a graça da parte do SENHOR, nosso Deus,[...] para nos iluminar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão” (Esdras 9:8). O apóstolo Pedro admoesta dizendo: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18). Em ambos os textos a graça é entendida como conhecimento que ilumina os olhos. No livro Atos dos Apóstolos há uma ordenança para que estejamos dedicados aos cuidados especiais de Deus e da palavra da sua graça, a qual tem poder para nos edificar e dar herança entre todos os que são santificados (Atos 20:32).  Assim, há somente uma força que pode nos edificar, esta força é o conhecimento.  Ainda em Atos 13:43 somos recomendados a prosseguir perseverando na graça de Deus. Pedro também insiste em que os profetas do Antigo Testamento falaram acerca da graça que a nós foi destinada (1 Pedro 1:10). Novamente, no livro de Romanos, Paulo liga graça à justiça. Ora, sabemos que Jesus é chamado o sol da justiça. Logo, Jesus veio trazer e desdobrar os ensinamentos do Antigo Testamento que mostram a ética celeste, mas que foi obliterada por tradições humanas.

O sistema evangélico tem sido engano por satanás, o qual os confunde na compreensão do seja a graça.  O sistema satânico de Babilônia traz para dentro das igrejas cristãs um comportamento anticristo. Este engano vem travestido com experiências místicas carregadas com egoísmo, onde as sensações produzidas pela racionalidade humana produzem cultos que motivam a adoração ao próprio homem, em virtude de expressarem a satisfação da alma de adoradores cujo espírito está repleto de egoísmo e desejos materialistas, ou seja, buscam prosperidade material e não justiça ética demonstrada por Cristo. Neste contexto, repetem-se palestras de autoajuda, programas divertidos com muita música moderna onde o ritmo prepondera sobre a melodia e a harmonia, resultando em ativação dos instintos carnais, porém, tudo está justificado como para melhorar os crentes e atrair os incrédulos. Há também programas onde se cobram para assistir e onde ocorrem vendas de serviços e objetos que pretendem ser para melhorar a atratividade às reuniões, entre outros objetivos egoistas. Os objetos físicos ou situações emotivas que levam a confiança para o materialismo tem sido a tônica, o fim. Acreditam em psicólogos, em motivações para prosperidade, criam instâncias para melhorar ou superar situações criadas por desobediência aos comandos divinos para a pratica de obras de justiça. Poucas ou ausentes são as ocasiões em que o estudo da vida de Jesus é conduzido para que seja alcançado padrão moral mais nobre do qual resultará a prosperidade. Parece que não há sabedoria. No entanto, por mais que pareça ser fraca e defeituosa, a igreja terá sempre uma fração de pessoas que não podem ser enganadas. O sistema religioso que oferece segurança nos objetos é falso, por esse motivo, Deus nos convida a sair.

 

 

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