segunda-feira, 1 de maio de 2023

A racionalidade humana diante do juízo final

 


O dilúvio pode estar relacionado com a investigação sobre o caráter de Deus. Desde a criação e queda do homem, foi necessário um período de 1000 anos para expor, por contraste, o caráter do sistema de Deus e o do dragão. A degradação antediluviana já foi uma demonstração cabal dos resultados oriundos das ideias de anomia, professadas pelos anjos caídos e pelos homens.  Na verdade, a queda de Adão representava a adesão de milhares de membros da família humana, de todas as gerações, ao sistema rebelde. Assim, caíram um terço dos anjos e mais todas as gerações humanas. Uma multidão aderiu ao sistema da anomia. Porém, há outra multidão que se rebelou contra a anomia em todas a gerações.

É importante lembrar que Deus criou o homem com capacidades superiores em relação aos demais seres inteligentes já criados. O propósito da criação humana era que, depois de testada e aprovada, a família humana substituiria aos anjos caídos. Logo, a queda dos humanos significou a queda dos substitutos dos anjos caídos. Uma aparente vitória do líder da rebelião, porém, uma oportunidade para que os céus evidenciassem o raciocínio divino por trás da criação do universo. As razões por que o universo é o que é e não outra ideia.

Os patriarcas antediluvianos e seus familiares fiéis se rebelaram contra a queda humana, ou seja, contra o sistema da anomia. Conseguiram racionalizar que a anomia formava o caos moral e não liberdade. Caos moral significa sempre a supremacia do mais forte. No entanto, eram poucos (talvez não). Na vida dos antediluvianos Deus começou a demarcar a investigação para reivindicar a justiça dos seus pressupostos. A destruição dos antediluvianos foi um ato de justiça e misericórdia, uma vez que a anomia causava sofrimento prolongado por força da longevidade. Homicídios eram comuns por causa do descontrole e da cobiça. Podemos imaginar a quantidade de doenças advindas da anomia. Uma vida miserável, mas, a família humana estava apegada a essa vida. Somente oito pessoas entraram na arca de Noé.

Deus, novamente, demonstra a superioridade do amor, reduzindo a longevidade. A vida passa a ser breve, o sofrimento humano dura somente alguns anos, no entanto, há a promessa da vida eterna; o arco-íris da aliança garante. Não seria mais necessária outra destruição porque já estava evidenciado o resultado da anomia. Caos! Deus estabeleceu a excelência da ordem; a semana da criação evidencia tal distinção.

Depois, com as gerações de Noé, vem a parte do plano de Deus para preparar o epílogo histórico da reivindicação do caráter divino, agora, o plano da redenção chama-se juízo final. O evangelho eterno de Apocalipse 14 começa observando que o juízo é a via pela qual adoradores e rebeldes irão observar o desvelamento de Deus. Foi então aberto o caminho à explicitação da liberdade com a lei. Abraão foi início de sucessivas gerações que, rebelando-se contra a queda, seriam a raiz genética do Messias. Este, o Cristo, seria a encarnação da lei, o pensamento audível de Deus, o homem para demonstrar como seria Adão e a família humana se tivessem sido aprovados e finalmente se juntassem à família celeste.  Jesus disse: “[...] se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim” (João 14:30), ou seja, nada havia em Jesus que estivesse relacionado com a anomia. Jesus foi a demonstração do caráter de Deus para o universo inteiro; a vida humana de Jesus foi a ministração de aulas sobre as razões do seu governo.  No caso humano, o aprendizado com Cristo era fundamental para que pudéssemos racionalizar sobre a superioridade da lei e, consequentemente, racionalizar sobre a inescusibilidade do pecado. Por Jesus, a família humana poderia alcançar um patamar superior de racionabilidade, o qual fora exigido a Adão para ser admitido na família celeste.

O ambiente criado por satanás na Terra encapsulou os humanos limitando-os quanto ao raciocínio. Interpôs limitações químicas através de alimentos impróprios (veja que a culinária eleva os piores alimentos como comportamentos dietéticos finos e elegantes, em alguns casos, imprescindíveis, tais como o uso da cafeína), além de oferecer adicionais químicos (drogas) que propõem melhoria mental, mas que tão somente diminuem a racionalidade. Todavia há, além disso, limitações intelectuais; teorias humanistas que conformam posturas sociais, criando uma inteligência coletiva castradora. Tais teorias limitam completamente a racionalidade, manietando compulsoriamente as compreensões de mundo dos homens. As teorias agem como lentes através das quais lemos o que nos cerca. Dependendo do poder de acuidade da lente, se verá mais ou menos. Há uma demonstração contemporânea dessa limitação intelectual através das narrativas cheias de ideologias que pautaram as discussões sobre os tratamentos para a última pandemia. Remédios eficazes e que foram reposicionados na literatura científica médica foram preteridos. Mesmo com a literatura disponível, a maioria da população aderiu às narrativas ideologizadas, e jamais buscaram racionalizar por força da consciência coletiva. Perderam-se vidas por falta de nível maior de racionalidade. E ainda se está perdendo vidas. Limitações intelectuais letais, más, a inaptidão racional reina.  Uma situação semelhante ocorre no âmbito do evangelho.

As limitações intelectuais e químicas impostas à família humana, desde a primeira conversa da serpente com a mulher, só podem ser vencidas através das Escrituras Sagradas. O nível mais elevado de racionalidade se alça obedecendo as ordenações de Deus.  A lei de Deus é a liberdade que se necessita. Há segredos universais que, embora pareçam herméticos, estão à disposição na Bíblia para quem os prescrutar. Deus anda assegura liberalmente a sabedoria àqueles que se sentem intelectualmente limitados (Tiago 1:5).

O juízo é a maneira prevista por Deus para levar, especialmente a família humana, a um nível racional alto, de modo a desvelar o verdadeiro fundamento do caráter e da obra de Deus. Tal nível de racionalidade permitirá aos humanos entender e valorar as razões pelas quais Deus fixou as leis tal como são e a entender o erro da anomia. Logo, o pecado estará claramente entendido como completamente absurdo, indesculpável. Portanto, gastar tempo estudando o juízo e as profecias incluídas no assunto das 2.300 tardes e manhãs é, para os humanos, seres com inteligência superior às demais inteligências em outros mundos, uma tarefa imperativa, sem a qual o posicionamento necessário para cooperação na reivindicação da misericórdia e da justiça inerentes a Deus estará prejudicado. Deus espera que racionalizemos de modo a apreender que Ele sempre esteve certo e que não havia nenhuma outra forma de governar o universo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom! Excelente análise.